O prazer de estudar música

A tocadora de violão, de Vermeer
Como a música tem, sem dúvida, uma linguagem especial, com a sua própria grafia, ela assemelha-se a uma língua estrangeira, fácil de ser esquecida. Mas, uma leitura musical mínima, diariamente, assegura ao praticante a familiarização necessária à boa leitura e interpretação das partituras musicais. Por outro lado, instrumentos musicais, seja o piano, o violino, a flauta, etc. exigem que o intérprete tenha um preparo físico (técnico) apropriado à sua execução. A elasticidade, a articulação correta, as diversas coordenações motoras, só desenvolvem-se apropriadamente quando os exercícios são programados e trabalhados com constância e racionalmente.
É comum atualmente encontrarmos alunos que passam a semana toda sem estudar e vêm, para o conservatório, apresentar durante a aula prática um rendimento pior do que o da aula anterior alegando que não tiveram tempo para estudar. Entretanto, o que geralmente ocorre não é a falta de tempo, mas de programação. Diariamente os alunos encontram tempo para irem ao colégio, à academia, às aulas de Inglês, assistir à televisão, reclamarem da vida, etc. Da mesma forma que são incluídas, na agenda, a maioria das atividades mencionadas, deveria ser incluído o horário para o estudo do instrumento musical. Essa atividade pode se transformar num lazer programado. Lazer porque estudar sistematicamente possibilita, ao aluno, em curto prazo, dominar o instrumento (dentro do seu nível de dificuldade) e tocar com prazer as peças do seu repertório. O sentimento de sucesso, com as dificuldades vencidas, estimula o educando a continuar estudando regularmente a ponto de tornado-se e um hábito cotidiano. Dessa forma, aquilo que se apresentava inicialmente como uma tarefa, passa a ser compreendido como uma atividade prazerosa.
Situação oposta ocorre quando o estudante tenta, após uma semana toda de inatividade, estudar tudo o que estava programado, de uma só vez. Essa atividade então se torna desagradável porque ele sentirá dificuldade na leitura e na execução. Já se esqueceu também das últimas recomendações do professor. Tudo se lhe apresenta mais difícil.
Enfim, estudar um instrumento musical ou o canto, conhecer a música ativamente, pode ser motivo de muitas alegrias, para si como para os familiares, e de conquistas espirituais elevadas. Tudo depende, entretanto, do próprio estudante e da sua capacidade de se organizar e se dedicar. O mestre apenas orienta.








Excelente texto, muito bom mesmo!
E, viva a música e a expressividade sonora e emocional!
Abraços.
parabens adorei
pois e
musica e vida interior e quem tem vida interior jamais padecera de solidão !!!!
abraços adorei o texto
Muito bom o seu comentário, gostaria de ser orientado por um professor com este nível, conhece a fragilidade do aluno e a sua virtude. Estudo música, sax tenor e seu que tenho muito para aprender, que orientação você daria para este instrumento no sentido de embocadura?
Wagner
Adorei esse comentario
tudo o que disse é verdade!!!!
isso acontece
com
a maioria dos alunos
…
sou estudante de Flauta e Bombardino
e gostaria de ficar interado com as suas opiniões
Muito Obrigado!!!
adoro a fato da musica isistir,por que ela e uma das coisas mais emportantes da nossa vida adoro estudar tudo mais a musica estimula a todos o prazer de estudar